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Policial Federal participa da reconstituição de morte da ex-mulher – VÍDEO

Os exames laboratoriais, material biológico que foi colhido da vitima no dia que ela morreu, no exame tanatoscópico, são laudos que restam serem juntados no inquérito para que possa haver a conclusão.

Por Lente Nervosa

quinta-feira, 19/08/2021 - 01:28 • Atualizado 01:29
Policial Federal participa da reconstituição de morte da ex-mulher – VÍDEO

A Polícia Civil através da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida (DECCV) realizou, na noite desta quarta-feira (18), a reprodução simulada da morte da técnica de enfermagem Rosilene Chaves de Oliveira, 46 anos, fato ocorrido na madrugada do último dia 4. A morte foi em uma residência na Avenida Calama, Bairro Aponiã, zona leste de Porto Velho.

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De acordo com a Delegada de Polícia Civil, Leisaloma Carvalho, hoje ocorreu a terceira declaração oficial de Raimundo T. A. N., 56 anos, Policial Federal aposentado e que é investigado pela morte de Rosilene. A primeira declaração ocorreu na central de flagrantes, na noite do ocorrido, a segunda na Delegacia de Homicídios e a terceira na noite de hoje, na reprodução simulada.

“A reprodução simulada, na realidade, ela vem pra mostrar isso. Realmente aquela versão que ele apresentou na central (de polícia), está coerente com a quele ele apresentou na (delegacia de) homicídios e com a que ele está falando aqui?”, comentou a delegada Leisaloma.

A delegada informou que observou detalhes na declaração de Raimundo, incluindo alguns pontos que precisam ser esclarecidos para ver se há coerência entre a declaração do investigado e o que foi constatado no corpo de Rosilene. Outro ponto apresentado pela delegada é sobre não haver testemunhas do crime. As duas pessoas que acionaram a Polícia Militar chegaram na casa quando Rosilene supostamente já estava morta. “O inquérito é trabalhado em provas técnicas, para estabelecer de fato como e por que ela (Rosilene) morreu”, afirmou Leisaloma.

Os exames laboratoriais, material biológico que foi colhido da vitima no dia que ela morreu, no exame tanatoscópico, são laudos que restam serem juntados no inquérito para que possa haver a conclusão. As pericias são demoradas e há cobrança, tanto pela parte da família, quanto pela população em geral, pela conclusão do inquérito.

Leisaloma declarou que a conclusão do inquérito é prioridade máxima na delegacia, porque todo caso em que há suspeita de possível feminicídio, ou morte de vítima em que o suspeito seria ex-companheiro, são fatos que a delegacia dá prioridade. A delegada declarou ainda que conversa com peritos e médicos legistas que fizeram o laudo tanatoscópico para que se consiga juntar todas as provas no inquérito e apresentar a conclusão do caso. “Só com a juntada desses laudos é que eu posso dizer o que de fato aconteceu. A gente não pode passar detalhes de algumas informações que a gente já tem, justamente para não atrapalhar o resultado (das investigações).

Conforme afirmou Leisaloma Carvalho, a reprodução simulada foi totalmente esclarecedora. “Alguns pontos que foram apresentados pra gente, inclusive, no que foi dito na primeira vez, e que foi dito agora, foi totalmente revelador”, concluiu a delegada Leisaloma Carvalho.

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