O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou nesta sexta-feira (29) após a decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Durante agenda em Laranjeiras, no estado de Sergipe, Lula afirmou ter recebido a notícia com preocupação e criticou declarações atribuídas ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Segundo o presidente, embora as facções criminosas representem uma ameaça à população brasileira, o combate a esses grupos deve ser conduzido exclusivamente pelas autoridades nacionais.
Na fala, o chefe do Executivo reconheceu que organizações criminosas espalham medo e violência em comunidades brasileiras, atingindo famílias e comprometendo a segurança pública em diversas cidades do país. Lula ressaltou que o governo continuará enfrentando essas facções dentro do território nacional, mas rejeitou qualquer possibilidade de interferência estrangeira.
“O Brasil não aceita ser tratado como uma república sem soberania”, declarou o presidente durante o evento.
A manifestação ocorreu durante cerimônia de anúncio de investimentos superiores a R$ 72,5 bilhões da Petrobras no estado de Sergipe.
Ainda no discurso, Lula também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL). O presidente mencionou o encontro do parlamentar com Marco Rubio antes da decisão anunciada pelos Estados Unidos e acusou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de buscar apoio externo contra o Brasil.
Segundo Lula, atitudes desse tipo representam desrespeito à soberania nacional e à independência das instituições brasileiras.
Com informações: Metrópoles


