segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Nem toda violência contra a pessoa idosa deixa marcas no corpo

Em 21/09/2026 às 07:56 ⚬ Por Assessoria

Nem toda violência contra a pessoa idosa deixa marcas visíveis no corpo. Em muitos casos, ela acontece de forma silenciosa, dentro de casa ou em ambientes de convivência, por meio de ameaças, humilhações, isolamento, negligência ou apropriação de dinheiro e bens. Reconhecer essas situações é fundamental para interromper o ciclo de violência e garantir proteção e dignidade à pessoa idosa.

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), em conjunto com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (COMPI), orienta a população sobre as diferentes formas de violência contra a pessoa idosa e reforça a importância da atenção da família, da comunidade e da rede de proteção.

A violência física é aquela que utiliza a força física e pode provocar dor, lesões ou sofrimento. Entre os exemplos estão empurrões, tapas, socos, queimaduras e formas inadequadas de contenção física.

Já a violência psicológica nem sempre é percebida de imediato. Ela pode ocorrer por meio de humilhações, ameaças, intimidações, constrangimentos, insultos ou isolamento da pessoa idosa, afetando sua autoestima, autonomia e bem-estar.

Nem toda violência contra a pessoa idosa deixa marcas no corpo

Violência que atinge o patrimônio

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A violência patrimonial ou financeira ocorre quando alguém se apropria, utiliza ou controla indevidamente recursos ou bens da pessoa idosa. Pode envolver aposentadoria, pensão, cartão bancário, dinheiro, documentos ou outros patrimônios.

Esse tipo de violência pode ser especialmente difícil de identificar quando praticado por pessoas próximas, que utilizam vínculos de confiança para controlar os recursos da pessoa idosa ou tomar decisões sem seu consentimento.

A violência sexual também pode ocorrer contra pessoas idosas e consiste em qualquer ato de natureza sexual realizado sem consentimento. A idade não retira de ninguém o direito à autonomia sobre o próprio corpo e à proteção contra qualquer forma de abuso.

Quando a violência é a falta de cuidado

A negligência ocorre quando deixam de ser oferecidos à pessoa idosa os cuidados necessários para sua saúde, segurança, alimentação, higiene ou bem-estar. O abandono, por sua vez, caracteriza-se pela ausência de assistência quando a pessoa idosa necessita de cuidados e apoio.

Também existe a autonegligência, situação em que a própria pessoa idosa não consegue garantir cuidados essenciais para si, podendo colocar sua saúde ou segurança em risco. Nesses casos, é importante compreender que a situação também pode demandar a atuação da família e da rede de proteção, buscando preservar direitos sem desconsiderar a autonomia da pessoa.

Nem toda violência contra a pessoa idosa deixa marcas no corpo

Proteção começa pelo reconhecimento

A violência contra a pessoa idosa pode assumir diferentes formas e, muitas vezes, os sinais não são imediatamente percebidos. Mudanças de comportamento, medo, isolamento, tristeza, dificuldades financeiras inexplicadas, falta de cuidados ou controle excessivo por terceiros podem indicar que algo não está bem.

Por isso, familiares, amigos, vizinhos, cuidadores e toda a sociedade têm papel importante na identificação e no enfrentamento dessas situações. Proteger a pessoa idosa é respeitar sua dignidade, sua autonomia e seus direitos.

O secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, destacou que reconhecer as diferentes formas de violência é fundamental para fortalecer a proteção da pessoa idosa.

Nem toda violência contra a pessoa idosa deixa marcas no corpo

“A violência contra a pessoa idosa nem sempre é visível. Por isso, precisamos estar atentos aos sinais e compreender que humilhações, ameaças, abandono, negligência e violência patrimonial também são formas de violação de direitos. A proteção começa quando a sociedade reconhece o problema e não se omite.”

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, ressaltou que o cuidado com a população idosa deve envolver toda a sociedade e a rede de proteção.

“Respeitar a pessoa idosa é garantir que ela possa viver com dignidade, segurança e autonomia. Nosso compromisso é fortalecer a rede de proteção e conscientizar a população para que nenhuma forma de violência seja ignorada.”

A Semias reforça que situações de suspeita ou confirmação de violência devem ser comunicadas aos serviços e órgãos competentes da rede de proteção, para que cada caso possa receber o atendimento e os encaminhamentos necessários.

CANAIS DE DENÚNCIA

Qualquer pessoa pode e deve denunciar casos de violência sofrida por pessoa idosa. As denúncias podem ser feitas de forma anônima através do Disque Direitos Humanos – Disque 100, disponível 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. Em casos mais graves em que a integridade da pessoa idosa esteja em risco, recomenda-se chamar imediatamente a Polícia Militar – disque 190.

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