A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Página Virada, que investiga possíveis irregularidades em contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Ji-Paraná, em Rondônia. A ação busca reunir documentos, equipamentos e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em sete municípios: Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste, em Rondônia; Formosa, em Goiás; Brasília, no Distrito Federal; Curitiba, no Paraná; Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro; e Belém, no Pará. As medidas foram autorizadas pela Justiça após solicitação apresentada pela Polícia Federal.
Segundo as apurações, há indícios de que agentes políticos, servidores públicos e representantes de empresas possam ter participado do direcionamento de contratações destinadas à aquisição de materiais didáticos complementares. Entre os contratos investigados estão casos de contratação direta.

A PF também apura a compra de materiais que, em princípio, poderiam ser considerados desnecessários para a administração municipal. A suspeita é de que essas aquisições possam ter provocado prejuízo aos cofres públicos.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram equipamentos eletrônicos considerados relevantes para a investigação, além de dinheiro em espécie. Em um dos locais vistoriados, também foi localizada uma arma de fogo sem registro.
O responsável pela arma foi preso em flagrante e levado, juntamente com o material apreendido, para uma unidade da Polícia Federal, onde foram adotados os procedimentos legais e formalizada a prisão.
No endereço de um dos alvos da operação em Belém, no Pará, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 1 milhão em espécie.

A investigação continua com a análise dos materiais recolhidos e a realização de novas diligências. O objetivo é esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar todos os possíveis envolvidos e verificar a participação individual de cada investigado.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder, de acordo com a conduta atribuída a cada um, por crimes como associação criminosa, contratação direta ilegal, peculato e corrupção, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante o avanço das investigações.


