sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Caso Helena: o que se sabe sobre morte de bebê de 10 meses

Em 17/07/2026 às 14:03 ⚬ Por Lente Nervosa

A morte da bebê Helena Almeida, de apenas 10 meses, registrada na última segunda-feira (13), em Fortaleza, no Ceará, gerou forte repercussão em todo o país e mobilizou autoridades, parlamentares e milhares de pessoas nas redes sociais. O caso aconteceu no bairro Dionísio Torres e está sendo investigado pela Polícia Civil.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a criança deu entrada em uma unidade hospitalar apresentando lesões compatíveis com violência sexual. Apesar disso, a causa oficial da morte ainda não foi determinada e depende da conclusão dos exames periciais, que devem ser divulgados nos próximos dias.

Helena foi sepultada na terça-feira (14), em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Durante o velório, a mãe da menina, Ysabelle Rodrigues, precisou de atendimento após passar mal e desmaiar. A missa de sétimo dia está prevista para acontecer no próximo domingo (19), às 19h, na Igreja dos Padres, localizada no bairro Parque Guadalajara.Segundo depoimento prestado à polícia, a mãe levou a filha ao hospital após perceber que a criança apresentava sinais incomuns durante uma confraternização realizada em um apartamento no bairro Dionísio Torres. Inicialmente, ela acreditava que a bebê havia se engasgado.

Ao chegar à unidade de saúde, os médicos identificaram indícios de violência sexual e acionaram as autoridades. Além dessa hipótese, a polícia também apura a possibilidade de asfixia.

A advogada Gleicy Kelly Leitão informou que a confirmação da causa da morte depende dos laudos periciais, aguardados para a próxima semana.

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Prisões e investigação

No mesmo dia da morte da criança, a polícia prendeu dois homens suspeitos de envolvimento no caso: Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, apontado pela mãe como seu companheiro casual, e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco.

Conforme a investigação, os dois foram levados à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) apresentando sinais de embriaguez. Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em flagrante em prisões preventivas.

Os investigados permanecem detidos em celas separadas, medida adotada para preservar a integridade física deles dentro do sistema prisional.

Por meio de nota, a defesa de Francisco Ray afirmou que o jovem não estava no quarto onde Helena dormia e destacou que ele se submeteu voluntariamente à coleta de material genético para auxiliar nas investigações. Até o momento, a defesa de Roberto Levy e a representante legal da mãe da criança não se pronunciaram.

Relato da mãe

Em depoimento, Ysabelle Rodrigues contou que conheceu Francisco Ray poucos dias antes do ocorrido. Segundo ela, antes da tragédia, participou de uma comemoração familiar e, posteriormente, foi convidada para uma confraternização no apartamento de um dos investigados.

A mulher relatou que descansava em uma rede com a filha quando decidiu se deslocar para um quarto, alegando que a bebê estava tossindo por causa do ar-condicionado. Ela afirmou ainda que, naquele momento, teve uma discussão com Roberto Levy e, em seguida, perdeu a consciência.

Ainda conforme o depoimento, ao despertar, percebeu que Helena estava em outra posição e afirmou ter visto Roberto Levy sobre a criança. A mãe declarou que o empurrou e saiu em busca de ajuda, acreditando inicialmente que a filha havia se engasgado.

Caso Helena: o que se sabe sobre morte de bebê de 10 meses

Pai pede justiça

O pai da bebê, Erisvaldo Almeida, afirmou nas redes sociais que recebeu a notícia da morte da filha enquanto retornava de uma viagem. Ele informou que estava separado de Ysabelle Rodrigues há cerca de dois meses e que o ex-casal também tem um filho de três anos.

Após a divulgação do depoimento da mãe, Erisvaldo publicou mensagens cobrando esclarecimentos sobre o caso. Em uma das postagens, escreveu que deseja justiça pela morte da filha.

Caso repercute em todo o país

A morte de Helena provocou manifestações de políticos e personalidades públicas em diversas partes do Brasil. Entre os que comentaram o caso estão a deputada federal Silvye Alves (União Brasil-GO), o senador Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o vereador do Rio de Janeiro Leniel Borel (PP), pai de Henry Borel.

Nas redes sociais, Nikolas Ferreira lamentou a morte da criança e destacou a importância da proteção familiar. Leniel Borel afirmou que a investigação deve esclarecer todas as circunstâncias do caso, incluindo a eventual existência de negligência ou omissão.

Já a deputada Silvye Alves reforçou a necessidade de atenção e cuidado com crianças e adolescentes, enquanto o senador Flávio Bolsonaro voltou a defender mudanças na legislação para crimes sexuais.

A Polícia Civil do Ceará segue investigando o caso e aguarda a conclusão dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte da bebê Helena. Até o momento, nenhuma linha investigativa foi descartada pelas autoridades.

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