Moradores de distritos de Porto Velho estão, mais uma vez, sofrendo com o descaso no fornecimento de energia elétrica no Baixo Madeira e, desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (18), sofrem sem a prestação do serviço tão importante para o dia a dia. A suspensão do serviço será das 6h às 18h, diariamente.
Como já noticiado há alguns dias pelo Lente Nervosa, os servidores que trabalham na usina que produz energia, localizada no distrito de Calama, estão há vários meses sem receber salários, benefícios e direitos trabalhistas. Insta salientar que os mesmos trabalhadores residem no Distrito de Calama.
A medida ocorre em meio a uma paralisação de trabalhadores da usina de energia local, que reivindicam a regularização de direitos trabalhistas e o pagamento de valores em atraso por parte da empresa prestadora de serviços. Segundo a fonte, ao menos seis usinas deverão ser desligadas diariamente durante o período diurno, mantendo o fornecimento apenas fora desse intervalo.
Além de Calama, distritos como Nazaré, Demarcação, e outros, também terão o fornecimento de energia cortado por 12 horas enquanto os trabalhadores não receberem os pagamentos em atraso.
A denunciante informou que a empresa Amazon Bio, que produz energia em Calama, não cumpriu as promessas feitas reiteradas vezes com os trabalhadores. Disse, ainda, que este problema se arrasta desde o final do ano de 2025.

Os moradores dos distritos cobram que a Energisa tome uma atitude, pois, mesmo não prestando diretamente o fornecimento de energia, a concessionária compra a energia produzida pela Amazon Bio e distribui aos moradores de Calama. “A Energisa diz que não tem culpa, mas todo mês quando a fatura vence, é ela quem cobra e é pra ela que fazemos o pagamento da energia”, declarou uma comerciante que preferiu não se identificar.
A falta de energia nos distritos não é apenas mero aborrecimento. Aulas foram e estão sendo suspensas devido não ter condições de lecionar ou até mesmo trabalhar nas escolas, além de atendimentos médicos que foram paralisados e o risco de perda de alimentos perecíveis e medicamentos por falta de refrigeração.
“As comunidades do Baixo Madeira exigem um posicionamento das empresas Amazon Bio e Energisa, principalmente para que haja o pagamento dos benefícios e salários atrasados dos trabalhadores”, disse uma moradora.
A mulher solicita, ainda, que haja uma fundamentação de um plano claro para que situações como esta não voltem a ocorrer.



Isso é irritante, consumidor pagando uma conta que não é dele.
Não temos nada haver com a falta de pagamento dos funcionários da tal BBF.