sexta-feira, 24 de abril de 2026
Publicidade

Sistemma assume coleta em Porto Velho, mas foca no passado e levanta dúvidas sobre capacidade de resposta

Em 23/04/2026 às 18:32 ⚬ Por Lente Nervosa

A entrada da empresa Sistemma Serviços Urbanos na coleta de resíduos sólidos de Porto Velho, à meia-noite da última quarta-feira (22), deveria marcar um novo capítulo para a limpeza urbana da capital. No entanto, o início das operações foi acompanhado mais por críticas à gestão anterior do que por demonstrações concretas de eficiência.

Em suas primeiras manifestações públicas, a Sistemma direcionou o foco para apontar problemas herdados do Consórcio Eco Porto. A empresa alegou ter encontrado um cenário desfavorável, classificando o ambiente como “não amistoso” e destacando o que chamou de acúmulo significativo de lixo em diversos pontos da cidade.

Além disso, a nova responsável pelo serviço afirmou que equipes realizaram diligências e identificaram situações que, segundo a empresa, indicariam uma possível tentativa de “sabotagem” à nova operação. Entre os exemplos citados, está a região do Baixo Madeira, que, de acordo com a Sistemma, estaria há quatro dias sem coleta regular.

A postura, no entanto, tem gerado questionamentos. Para parte da população, o discurso inicial da empresa soa como uma tentativa de antecipar justificativas para eventuais falhas no serviço, antes mesmo de apresentar resultados práticos.

Sistemma assume coleta em Porto Velho, mas foca no passado e levanta dúvidas sobre capacidade de resposta
trecho de matéria enviada pela Sistemma

Ao assumir um contrato de tamanha relevância, espera-se que a nova prestadora concentre esforços em soluções imediatas, organização logística e melhoria visível na coleta — especialmente em uma cidade que historicamente enfrenta desafios com resíduos sólidos. Porém, até o momento, a comunicação da Sistemma tem priorizado a exposição de problemas anteriores, sem detalhar claramente quais medidas serão adotadas para superá-los.

Publicidade

A preocupação que surge é direta: ao enfatizar erros do passado, a empresa pode acabar desviando o foco do que realmente importa agora — entregar um serviço eficiente e regular à população. Caso não consiga atender às demandas, o risco é que a narrativa de dificuldades herdadas se transforme em argumento recorrente, transferindo responsabilidades em vez de resolvê-las.

Publicidade

Deixe um comentário