quarta-feira, 24 de julho de 2024
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Lixo espacial da Starlink ilumina céus de Rondônia e gera espetáculo

Fenômeno celestial confundido com meteoro atraiu atenção nas redes sociais

Na noite deste sábado, 22 de junho de 2024, os céus de várias cidades de Rondônia foram iluminados por um espetáculo que inicialmente parecia ser um meteoro. No entanto, especialistas esclareceram que o fenômeno era, na verdade, lixo espacial da empresa americana Starlink, de propriedade do bilionário Elon Musk.

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O evento surpreendeu moradores e gerou uma onda de curiosidade e entusiasmo. Diversos internautas de diferentes regiões do estado capturaram a queda dos detritos e compartilharam vídeos nas redes sociais. Algumas postagens incluíram narrações dramáticas e a icônica trilha sonora do filme “Interstellar”, composta por Hans Zimmer, aumentando a emoção das cenas.

De acordo com o professor e astrônomo Ariel Adorno, do Clube de Astronomia e Ciências de Rondônia (CAR), fenômenos como o ocorrido são aleatórios e imprevisíveis, sendo resultado de lixo espacial que se desprende após o lançamento de satélites em órbita terrestre. O evento do fim de semana foi identificado como detritos da Starlink por meio de monitoramento conjunto entre o CAR e a EXOSS, uma organização que realiza um trabalho de “ciência cidadã” monitorando meteoros nos céus.

Diferenciando Corpos Celestes
Ariel Adorno também aproveitou para esclarecer as diferenças entre asteroides, cometas, meteoroides, meteoros e meteoritos, temas frequentemente confundidos pelo público.

  • Asteroide: Objeto composto por minerais e sólidos, formados após o Big Bang.
  • Cometa: Corpo celeste composto por água no estado sólido (gelo).
  • Meteoroide: Fragmentos de asteroides ou cometas antes de entrarem na atmosfera.
  • Meteoro: Nome dado aos meteoroides ao entrarem em combustão na atmosfera, visíveis a olho nu.
  • Meteorito: Fragmentos de meteoros que sobrevivem à combustão e atingem o solo.

“Conforme esses objetos passam próximos de planetas ou estrelas, partes podem se soltar e ser atraídas pela gravidade da Terra. Ao entrarem na atmosfera, esses fragmentos entram em combustão e são chamados de meteoros. Se caírem no solo, tornam-se meteoritos,” explica Ariel.

O fenômeno de sábado à noite, embora resultante de lixo espacial, despertou um fascínio renovado pelo espaço e os corpos celestes. Eventos como esse lembram a todos da vastidão e mistério do universo, além de destacar a crescente quantidade de detritos em órbita, resultado da exploração e utilização comercial do espaço.

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