segunda-feira, 4 de março de 2024
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Medicamentos de tratamento ao HIV passam a ter opção em dose única e já são oferecidos pela Prefeitura

Os medicamentos Dolutegravir sódico + Lamivudina, que já eram distribuídos anteriormente, ganharam uma nova formulação e passaram a ser ofertados em apenas um comprimido.

Com o avanço da ciência, a Prefeitura de Porto Velho já recebeu do Ministério da Saúde e passa a ofertar um novo método de tratamento para pessoas que vivem com HIV na capital. Os medicamentos Dolutegravir sódico + Lamivudina, que já eram distribuídos anteriormente, ganharam uma nova formulação e passaram a ser ofertados em apenas um comprimido.

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“São dois medicamentos que já são utilizados, mas que agora vêm em uma dose única, em um só comprimido com dose fixa combinada. Essa medicação é muito importante porque vai facilitar a adesão, vai melhorar a qualidade de vida de quem vive com HIV. Resumindo, é um avanço”, explica a médica infectologista da Semusa, Maiara Cristina.

PÚBLICO-ALVO

A nova fórmula de tratamento ao HIV chegou à rede pública do município neste mês e já começou a ser distribuída para os pacientes. Mas, segundo a médica infectologista, Maiara Cristina, a nova composição não é recomendada para todos os pacientes.

“Inicialmente, esse medicamento está disponível para pessoas que já faziam o uso da medicação em três comprimidos e que têm mais de 50 anos. Para pacientes que diagnosticaram o vírus recentemente, o tratamento recomendado é outro”, relata a médica.

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Dados do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), da Semusa, apontam que mais de 4 mil pessoas, que vivem com HIV em Porto Velho, são acompanhadas pelo setor e fazem o tratamento.

O uso correto dessas medicações, aliado aos cuidados com a saúde, prática de atividades físicas, entre outros, são ações assertivas no controle ao HIV. Uma pessoa que segue a orientação médica corretamente e atinge a carga viral do HIV indetectável não transmite o vírus e pode viver com qualidade de vida.

Considerado um avanço na ciência, o novo medicamento já está disponível na farmácia do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), da Prefeitura de Porto Velho. Para retirar o remédio, o paciente com HIV precisa passar por consulta médica e ser avaliado quanto à indicação de usá-lo ou não.

PREVENÇÃO

Além disso, a Semusa também oferece métodos de prevenção ao HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A estratégia é a prevenção combinada, que compõem uma série de ações, além do uso do preservativo, como:

• Testagem regular para o HIV, outras IST e hepatites virais;
• Tratamento das IST, do HIV/Aids e das hepatites virais;
• Vacinação para as hepatites A e B, e HPV;
• Profilaxia pré-exposição (PrEP); e
• Profilaxia pós-exposição (PEP).

De acordo com a médica infectologista, Maiara Cristina, essa combinação de diferentes métodos de prevenção é eficaz para prevenir novas infecções, mas também para dar acesso ao diagnóstico e tratamento precoce das ISTs.

“A testagem periódica, o uso de preservativos e também da PrEP e PEP, para quem está mais vulnerável ao HIV, e a vacinação contra as hepatites são ferramentas assertivas no combate às ISTs. O melhor de tudo é que todos esses métodos são oferecidos gratuitamente pelo SUS”, relata a médica.

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