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Policial militar de folga mata cachorro a tiros em Belo Horizonte

Segundo o tutor do cão, Alberto Luiz Simão, ele deixou o animal preso do lado de fora de um supermercado, enquanto fazia compras.

Por Diário do Nordeste

sexta-feira, 25/06/2021 - 21:57
Policial militar de folga mata cachorro a tiros em Belo Horizonte

Um policial militar matou um cachorro a tiros, na manhã de quinta-feira (24), em Belo Horizonte (MG). O animal era adotado, se chamava Yankee e tinha 11 anos. As informações são do portal G1.

Segundo o tutor do cão, Alberto Luiz Simão, ele deixou o animal preso do lado de fora de um supermercado, enquanto fazia compras. O animal conseguiu se soltar da guia e fugiu.

Alberto conta que foi atrás de Yankee e viu o momento que o cachorro encontrou outro cachorro, guiado por um homem, o policial militar.

“Os dois cachorros se estranharam, rosnaram um para o outro. Eu estava a uns 40 metros de distância quando o rapaz sacou a arma e deu um tiro no meu cachorro. Ele caiu no chão, e o rapaz ainda deu outro tiro. Eu falei: ‘Você é louco, você matou meu cachorro’. Ele me chamou de irresponsável, disse que ia chamar a viatura e que eu tinha sorte de ele não dar um tiro na minha cara”, afirmou Alberto ao portal.

O policial militar, de 42 anos, que estava de folga e a paisana, afirmou que o cachorro investiu de ‘maneira agressiva’ contra a cadela dele.

Cachorro de Alberto foi morto a tiros por policial militar, em Belo Horizonte

Cachorro de Alberto foi morto a tiros por policial militar, em Belo Horizonte

Pessoas que passavam pelo local se comoveram após Yankee ser morto e a Polícia Militar foi acionda. O policial e Alberto foram levados à uma delegacia. A perícia esteve no local.

Conforme o Boletim de Ocorrência (BO), o policial foi apontado como autor por dano. E Alberto como autor por omissão de cautela na guarda de animais.

O tutor de Yankee afirmou que o cão estava com a família desde os três meses e acompanhou o crescimento do filho dele, de 15 anos.

“Ele era um membro da família. Meu filho está revoltado, isso mexe muito com o emocional do adolescente. Eu estou destruído. Minha preocupação agora é resolver isso, ficar com o meu filho, acalmar o coração dele, porque nada vai trazer meu cachorro de volta. Era o meu único cachorro, nunca tivemos animal antes nem sei se vou ter coragem de ter outro depois disso”, afirmou Alberto ao G1.

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