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Prefeitura inaugura estátua em homenagem a Manelão, da Banda do Vai Quem Quer

O evento marcado por emoção foi classificado como um resgate da cultura. A praça ganhou uma nova referência como marco histórico e turístico.

Por Assessoria

segunda-feira, 31/05/2021 - 13:36
Prefeitura inaugura estátua em homenagem a Manelão, da Banda do Vai Quem Quer

O fundador do bloco Banda do Vai Quem Quer, empresário Manoel Mendonça, o “Manelão”, foi homenageado com uma estátua, inaugurada num dos locais mais representativos da cultura e dos costumes da cidade: a Praça do Mercado Cultural. A cerimônia aconteceu na noite de sexta-feira (28), e contou com a presença do prefeito Hildon Chaves, da primeira-dama Ieda Chaves, artistas e lideranças locais.

O evento marcado por emoção foi classificado como um resgate da cultura. A praça ganhou uma nova referência como marco histórico e turístico.

O prefeito Hildon Chaves destacou que não é possível falar em cultura na capital sem lembrar-se do saudoso “Manelão”, o general da Banda. “Estamos eternizando este personagem tão importante da nossa história e para os brincantes da Banda do Vai Quem Quer e do nosso carnaval”, disse.

“Esta homenagem é o resultado do trabalho de várias pessoas. Entendemos que o resgate da cultura de Porto Velho é muito importante, assim como várias outras iniciativas já tomadas nesta gestão e na anterior”, acrescentou Ieda Chaves.

A escultura foi feita pelo artista plástico Bruno Souza, que já tem outras obras na cidade, como o Memorial dos Seringueiros.

EMOÇÃO

Sicília Andrade, a Siça, filha do “Manelão” e atual presidente da banda, disse que ficou emocionada com a homenagem. Segundo ela, o sentimento é o mesmo dos sábados que antecedem o desfile da banda pelas ruas da cidade com milhares de foliões.

“Este ano não tivemos o desfile da banda, mas este ato traz a mesma energia do desfile”, explicou Siça enquanto agradecia pela sensibilidade e pela homenagem ao seu pai.

“Ele lutou pela cultura de Porto Velho por 30 anos e, exatamente no ano em que completa 10 anos de sua morte, recebe essa homenagem. Deixo aqui um agradecimento em nome da banda, dos familiares, dos amigos e dos foliões. Meu pai não será esquecido”, acrescentou a presidente da banda.

A estátua está localizada na Travessa Cultural Manelão e apresenta o homenageado sentado na cadeira que mantinha ao seu lado, na sede do chaveiro Gold, sua empresa. Amigos contam que com o tempo aquele local passou a ser chamado de “confessionário”, pois era ali que “Manelão” convidava sempre para sentar um conhecido que ouvia suas histórias.

COMPROMISSO

Hildon Chaves destacou que a sua gestão tem trabalhado arduamente para incentivar e resgatar a história e cultura local. Ele lembrou que em fevereiro de 2019, sancionou uma Lei aprovada pela Câmara de Vereadores, que declarou como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial a Associação Cultural Bloco Carnavalesco Banda do Vai Quem Quer. Isto contribuiu para que, meses depois, a Assembleia Legislativa também aprovasse Projeto de Lei que elevou em nível de estado esse Patrimônio.

ILUMINAÇÃO

Para garantir mais conforto aos usuários da Calçada Manelão, a Empresa de Desenvolvimento Urbano de Porto Velho (Emdur) concluiu a restauração da iluminação no entorno do Mercado Cultural. “Fizemos a manutenção, inclusive dos postes que são decorativos. Foram mais de 10 pontos de luz restaurados, alguns com iluminação de led”, informou Gustavo Beltrame, diretor-presidente da Emdur.

Beltrame anunciou que em breve a fonte de água será reativada com iluminação e efeitos para atrair ainda mais a população.

HISTÓRIA

Manelão faleceu no dia 28 de fevereiro de 2011, em Porto Velho. Também era empresário, filho do casal Maria e Jersey Costa. Ainda muito jovem veio morar em Porto Velho, onde instalou-se como chaveiro. Paralela a esta profissão, envolveu-se com várias atividades culturais.

O evento contou com a presença do secretário Geral de Governo (SGG), Fabrício Jurado, do secretário adjunto da SGG, Devanildo Santana, do presidente da Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural), Márcio Miranda e diversos ativistas culturais.

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