Política

OPERAÇÃO PROPAGARE – Secretário Júnior Gonçalves é suspeito de liderar organização criminosa

A operação tem participação da Polícia Federal e Polícia Civil no cumprimento das decisões.

Por Lente Nervosa

sexta-feira, 14/05/2021 - 11:32 • Atualizado 11:58
OPERAÇÃO PROPAGARE – Secretário Júnior Gonçalves é suspeito de liderar organização criminosa

Porto Velho, RO – Nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (14), o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a segunda fase da Operação Propagare, que visa desarticular grupo criminoso supostamente responsável por fraudar processos licitatórios e prática de corrupção no Governo do Estado de Rondônia. A operação tem participação da Polícia Federal e Polícia Civil no cumprimento das decisões.

Durante as investigações, foi apurado que o Secretário Chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, supostamente lidera a organização criminosa, contando ainda, com participação de seu advogado particular, Nelson Canedo, que age como elo entre o agente político e servidores e empresários do ramo de publicidade, sendo assim, o Ministério Público do Estado (MPE) representou pelo afastamento cautelar de Junior Gonçalves do cargo, além de busca e apreensão em vários pontos da cidade.

Através de dados obtidos na primeira fase da Operação Propagare, com a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos investigados, foram identificados fortes indícios de pagamentos de vantagens indevidas para o Secretário-Chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves. Os pagamentos foram feitos através de contrato simulado de serviços e honorários advocatícios firmado com auxílio e voluntariedade do advogado de Junior Gonçalves, com o intuito de manter a manutenção de prestação de serviço de publicidade no âmbito do Executivo Estadual.

Revelou-se, ainda, indícios de que, após a deflagração da primeira fase da nominada operação, os investigados romperam com o empresário detentor do então contrato de publicidade e passaram a articular e coordenar um processo de licitação direcionado para determinada empresa, restando apurado que o mesmo advogado que firmou o contrato simulado de serviços advocatícios acima identificado, passou a representar a referida empresa no certame, bem como restou identificado que servidores que compuseram a subcomissão técnica de julgamento das propostas técnicas certame possuem relações estreitas com a empresa e, inclusive, com o Secretário-chefe da Casa Civil.

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