quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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PL oficializa candidatura de Rogério Marinho para a presidência do Senado

Em 04/11/2026 às 16:36 ⚬ Por Metrópoles

O Partido Liberal (PL) oficializou, nesta quarta-feira (4/11), a candidatura do senador e líder da oposição do Senado, Rogério Marinho (PL), para assumir a presidência da Casa. O lançamento foi feito após reunião da legenda ocorrida na sede do partido em Brasília. A eleição para o cargo ocorre no dia 1º de fevereiro e depende da articulação dos senadores por apoios dentro da Casa.

Marinho foi coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) e conta com a confiança da família Bolsonaro. A corrida pelo comando da Casa ainda enfrenta um cenário de indefinição. Além de Marinho, disputam o cargo o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também disputa os votos da oposição.

“Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, declarou o líder da oposição no Senado. Ele também declarou que “oportunamente” vai estar junto com Tereza Cristina.

A decisão por alçar Marinho à disputa ocorre em meio a discussões entre partidos da oposição sobre a possibilidade de reunir esforços em torno de uma candidatura única. Nos bastidores, os partidos tentavam costurar uma candidatura que pudesse unir Marinho e Tereza Cristina, em uma tentativa de unir forças contra Alcolumbre, ao invés de dividirem votos na disputa.

PL oficializa candidatura de Rogério Marinho para a presidência do Senado

Para se eleger presidente do Senado, são necessários, no mínimo, 41 votos. O PL terá uma bancada de 29 senadores em 2027. Dessa forma, Marinho precisaria do apoio de mais 12 parlamentares para conquistar o comando da Casa. Como mostrou o Metrópoles na coluna Igor Gadelha, o PL aposta em “dissidentes políticos” na disputa, inclusive dentro do União Brasil.

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Alcolumbre, por outro lado, já costurou acenos em busca de sua reeleição e recebeu o apoio formal de legendas importantes na composição da Casa. Até o momento, o senador reúne sinalizações do MDB, do PSD e do PT, além do União Brasil e PP, que também anunciaram apoio à reeleição do senador amapaense.

Assim como Rogério Marinho, entretanto, Alcolumbre também calcula que terá votos na bancada do PL para se reeleger ao comando do Senado.

Eleição para presidência da Câmara dos Deputados

Além do comando do Senado, os partidos se movimentam em torno da presidência da Câmara dos Deputados, cuja votação também está marcada para o dia 1º de fevereiro.

O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) que é atual presidente da Casa, lidera a articulação pela reeleição, com apoio de um bloco de 15 partidos e 361 deputados. A aliança inclui ainda o Partido dos Trabalhadores (PT) e outras legendas que integram a base de Lula.

O PL, por outro lado, está dividido sobre o tema. O partido, que terá a maior bancada em 2027, com 121 deputados, ainda não definiu sua posição sobre a eleição para a Casa. Uma ala do partido defende apoiar Motta para garantir espaço na Mesa Diretora e em comissões; outra quer candidatura própria.

Ficar fora dos blocos pode reduzir a prioridade da legenda na escolha das presidências das comissões e reduzir sua atuação no legislativo. Uma decisão deve ser tomada ainda nos próximos dias. O PL marcou reunião para 11 de novembro para discutir a disputa pela presidência da Câmara.

Presidência de Marinho

Durante a reunião da manhã de hoje, Marinho voltou a falar da prioridade que dará a pautas consideradas caras para o bolsonarismo em sua eventual eleição como presidente do Senado Federal. Entre os temas, o senador mencionou o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a anistia para condenados pelo 8 de Janeiro.

De acordo com o parlamentar, sua gestão seria “a salvaguarda da Constituição”. “Me perguntaram: ‘Será presidente do Congresso de um tema só? Monotemático? Claro que não. Mas nós faremos valer a Constituição. Não seremos omissos” declarou.

Marinho também relembrou da última vez que concorreu ao comando do Legislativo, em 2023, quando perdeu a disputa para o deputado federal Rodrigo Pacheco (PSB-MG). À época, o PL perdeu espaço em comissões por não compor o bloco vencedor, atitude que Marinho criticou e disse ser de “déspotas”. Declarou que, se eleito, haverá espaços para os demais partidos e respeitará a proporcionalidade.

Ainda durante declarações na reunião hoje, o senador do PL criticou as articulações de Alcolumbre e acusou o atual presidente do Senado de oferecer vantagens para “cooptar” votos. “Porque ele pode cooptar. Como? Com um sorriso bonito? Um abraço fraterno? Não. Com aquilo que ele não pode dizer: com verbas, com vantagens e com atalhos”, disse.

Voto aberto

Questionado sobre a possibilidade de tentar com que a votação seja aberta, Marinho disse defender a medida como uma forma de dar transparência ao pleito para que a população possa cobrar os senadores.

“Eu acho que recomendável e necessário. Agora nós vamos avaliar de que forma isso pode acontecer eu acredito que qualquer cidadão brasileiro gostaria de saber como está votando o seu representante Até pra que não haja estelionato eleitoral”

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Em 2019, Alcolumbre tentou uma manobra para que o voto na eleição da mesa fosse aberto. Pelo regimento, a votação se dá em cédula de papel, com uma urna física e é secreto.

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