Mesmo após se apresentar à Polícia Civil e confessar ter assassinado o marido, o fazendeiro Vanderlei Poyer de Oliveira, de 42 anos, Priscila de Jesus não pôde ser presa preventivamente.
A ordem judicial de prisão expedida contra ela teve o cumprimento suspenso temporariamente em razão do período eleitoral. A lei eleitoral brasileira determina que, nos cinco dias que antecedem a eleição e nas 48 horas posteriores ao encerramento do pleito, nenhuma autoridade pode prender eleitores, exceto em três situações específicas: flagrante delito, sentença penal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.
Priscila compareceu à delegacia acompanhada e declarou ter agido em legítima defesa. De acordo com a versão apresentada à investigação comandada pelo delegado Flaviano José, ela e o marido iniciaram uma forte discussão dentro do carro da família.


Para tentar se proteger das agressões de Vanderlei, a mulher usou uma faca que ficava guardada no veículo para atingi-lo. Todo o episódio ocorreu na presença das duas filhas do casal. O corpo do fazendeiro foi localizado no domingo (27) à beira de uma rodovia em Mirante da Serra, ao lado de uma caminhonete com portas abertas e marcas de sangue.
Laudos periciais confirmaram uma perfuração fatal no peito da vítima, além de ferimentos nas mãos que indicam que o homem tentou se defender do golpe.
Logo após o ocorrido, Priscila buscou socorro em um comércio da região, onde informou que o marido estava morto, e em seguida permaneceu em local incerto até se apresentar oficialmente às autoridades. Apesar do mandado judicial de prisão preventiva, ela responderá em liberdade enquanto vigorar o período de restrição eleitoral.

