Em um artigo on-line, a Associação Americana para o Estudo de Doenças Hepáticas publicou que o quadro de gordura no fígado “é uma das principais causas de morbidade e mortalidade relacionadas” ao órgão. Conforme o levantamento feito entre os anos de 1990 a 2019, a prevalência global da condição é de 30% e está aumentando. O corpo pode dar alguns sinais de alerta do avanço da doença.
Chamada pela comunidade especializada como esteatose hepática, a gordura no fígado quando “simples” raramente causa urgência, conforme explica a hepatologista Natália Trevizoli. A médica acrescenta: “Alguns sinais indicam possível evolução para formas mais graves, como inflamação ou cirrose”. Ela ressalta que esses indícios “exigem avaliação imediata”.
Abaixo, confira os sinais de piora do quadro de gordura no fígado, segundo a hepatologista do Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS):
Icterícia, com pele e olhos amarelados;
Inchaço abdominal importante;
Confusão mental ou sonolência excessiva;
Sangramentos fáceis ou manchas roxas pelo corpo;
Inchaço nas pernas.
Com atuação em transplante de fígado, a especialista endossa que esses indícios sugerem “comprometimento mais avançado” do órgão. “Apresentar esses sinais requer análise com urgência”, defende a médica.
Indivíduos com dúvidas sobre a condição de esteatose hepática, a médica menciona que a avaliação é recomendada principalmente para pacientes com fatores de risco, como sobrepeso ou obesidade; diabetes ou pré-diabetes; colesterol ou triglicerídeos elevados; e hipertensão arterial.
“Mesmo sem sintomas, esses grupos devem investigar periodicamente, pois a gordura no fígado pode evoluir de forma silenciosa. Também é importante procurar avaliação ao notar sintomas persistentes ou alterações em exames de rotina”, finaliza a hepatologista de Brasília (DF).


