sexta-feira, 13 de março de 2026
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Laudo indica que socos de Turra levaram à morte de jovem

Em 13/03/2026 às 16:29 ⚬ Por Metrópoles

O laudo médico elaborado pelo neurocirurgião Fábio Teixeira Giovanetti Pontes analisou todos os exames médicos, prontuários, imagens e laudo cadavérico de Rodrigo Castanheira. Como conclusão, o médico indicou que a morte do jovem foi causada pelos socos desferidos por Pedro Turra.

Essa indicação afastaria a possibilidade de que a batida de Rodrigo contra o carro, durante a briga, teria ocasionado as lesões que o levaram à morte.

O documento narra o histórico médico do jovem desde a chegada ao hospital até o diagnóstico de morte encefálica após 16 dias internados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Laudo indica que socos de Turra levaram à morte de jovem

O neurocirurgião ainda aponta que os socos efetuados por Turra causaram as seguintes sequelas em Rodrigo:

fratura linear do osso temporal esquerdo;
laceração da artéria meníngea média esquerda, com consequente formação de hematoma epidural volumoso à esquerda;
compressão encefálica progressiva;
edema cerebral refratário;
herniação encefálica; e
morte encefálica.

No laudo, Fábio ainda explica que a hipótese de que o trauma na cabeça do jovem tenha sido ocasionado pelo impacto com o veículo é “médico-parcialmente refutada”.

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“Todos os achados objetivos — tomográficos, cirúrgicos e necroscópicos — estão localizados no lado esquerdo, incompatível com o mecanismo de colisão com o veículo (que implicaria lesões à direita) e igualmente incompatível com lesão por contragolpe de tal magnitude sem trauma primário de alto impacto à direita, o qual está ausente”, explicou.

Ao Metrópoles, o tio de Rodrigo, Flávio Henrique Fleury, disse que, com a conclusão do laudo, a família aguarda que a Justiça “entenda que houve uma premeditação” de Turra e os outros ocupantes do veículo.

“É mais uma prova que eles já sabiam o que que estavam indo fazer”, acrescentou.

O laudo foi anexado ao processo. O Metrópoles entrou em contato com o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). Em nota, o ministério comunicou que não irá se pronunciar sobre o caso, que tramita em sigilo.

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