terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
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Aluno não aceitou rejeição e matou professora dentro de faculdade, diz Polícia Civil

Em 09/02/2026 às 14:04 ⚬ Por Lente Nervosa

A delegada da Polícia Civil, Dra. Leisaloma Carvalho, concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (09), no Complexo da Polícia Civil, para prestar esclarecimentos sobre o crime de feminicídio que vitimou a professora e escrivã da Polícia Civil, Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos. O autor do crime é João Júnior, de 24 anos, preso logo após o ocorrido.

Durante a coletiva, a delegada classificou o caso como extremamente grave, destacando que o crime foi cometido dentro de uma faculdade particular localizada na zona sul de Porto Velho, na última sexta-feira (06). Segundo ela, a ousadia do infrator e o local do crime provocaram repercussão nacional.

Leisaloma explicou que as investigações tiveram início imediatamente após a comunicação do fato. O suspeito foi detido ainda no local, inicialmente por um aluno policial militar, que também estuda na instituição. Posteriormente, ele foi encaminhado às autoridades policiais.

No momento da prisão, de acordo com relatos de policiais e testemunhas, João Júnior chegou a mencionar que teria mantido um relacionamento amoroso com a vítima. No entanto, durante o interrogatório formal no Departamento de Flagrantes, optou por permanecer em silêncio, acompanhado de advogado.

A delegada informou que, ao longo do final de semana, equipes da Polícia Civil trabalharam intensamente na análise de dados técnicos e provas, o que permitiu esclarecer a motivação do crime. As investigações apontaram que não houve qualquer relacionamento amoroso entre a vítima e o infrator. Pelo contrário, Juliana teria imposto limites claros diante das tentativas de aproximação do aluno, que extrapolavam a relação profissional entre professora e estudante.

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Ainda conforme a delegada, a professora ministrava aulas para João Júnior desde o semestre passado e deixou claro que qualquer tentativa de envolvimento era inadequada e proibida, podendo inclusive resultar em sanções profissionais, como demissão.

As apurações revelaram que o suspeito ficou inconformado após a vítima publicar uma foto ao lado do namorado. Em declarações ele afirmou que havia “perdido para a concorrência”, demonstrando não aceitar a rejeição. Para a Polícia Civil, ficou evidente que a ação criminosa foi motivada pela frustração de não ter sido correspondido amorosamente.

A delegada também descartou rumores de que o crime teria relação com notas baixas ou reprovação acadêmica. Segundo ela, o boletim escolar de João Júnior foi anexado ao inquérito e comprova que ele não possuía notas baixas nem havia sido prejudicado pela professora Juliana ou por qualquer outro docente da instituição.

As investigações seguem em andamento para o esclarecimento completo de outros pontos relacionados ao crime.

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