O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) intensificou as medidas de segurança durante a mobilização que lidera em direção a Brasília. Após relatar ter recebido ameaças, o parlamentar passou a utilizar um colete à prova de balas enquanto segue com apoiadores pela BR-040, no sexto dia da chamada “Caminhada pela Liberdade”, iniciada na manhã deste sábado (24).
Em publicações feitas nas redes sociais, Nikolas aparece usando o equipamento de proteção e aproveita para orientar os participantes quanto à necessidade de manter a organização, seguir as recomendações das forças de segurança e redobrar a atenção ao longo do trajeto. Segundo ele, o cuidado é fundamental para garantir que o percurso siga sem intercorrências.
Ainda durante a caminhada, o deputado afirmou que houve uma tentativa de infiltração no grupo. De acordo com Nikolas, três pessoas teriam sido identificadas por sua equipe de inteligência como integrantes do Partido dos Trabalhadores. Ele disse que não se trata de suposição e que as informações teriam sido apresentadas com base em dados coletados previamente.
O parlamentar também relatou que haveria registros em vídeo dessas pessoas adquirindo objetos que, na avaliação dele, seriam usados para simular participação no ato, como bandeiras do Brasil e acessórios para megafone. Apesar disso, Nikolas pediu tranquilidade aos apoiadores e reforçou a importância de evitar qualquer tipo de confronto ou tumulto durante a mobilização.
“Não é uma disputa de velocidade. O objetivo é chegar com segurança”, ressaltou, ao pedir que os participantes evitem correria e empurra-empurra ao longo dos quilômetros percorridos. Segundo o deputado, até o momento não foram registrados acidentes nem atos de vandalismo durante a caminhada.
A mobilização já ultrapassou a marca de 150 quilômetros percorridos, dos cerca de 240 previstos entre Paracatu (MG) e a capital federal. O grupo atingiu esse ponto na sexta-feira (23), conforme divulgado por Nikolas e aliados em vídeos publicados nas redes sociais ao longo do trajeto.
Apresentada pelos organizadores como um ato pacífico e simbólico, a caminhada tem como pauta a defesa do que chamam de “justiça e liberdade”. Entre os temas levantados estão críticas às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), ao governo federal e à situação jurídica de presos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A previsão é de que a caminhada seja encerrada neste domingo (25), com a chegada a Brasília. Um ato final está programado para ocorrer ao meio-dia, na Praça do Cruzeiro, reunindo apoiadores e lideranças políticas que participaram da mobilização.


