Após um agente do Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) matar uma mulher a tiros, nessa quarta-feira (7/1), na cidade de Mineápolis, em Minnesota, o governador do estado, Tim Walz (foto em destaque), afirmou que não precisa de nenhuma ajuda do governo federal e que tem soldados da Guarda Nacional de Minnesota prontos para serem enviados se necessário.
“Não queremos mais nenhum tipo de ajuda do governo federal. Para Donald Trump e Kristi Noem (secretária de Segurança Interna dos EUA): ‘Vocês fizeram o suficiente’. Eu emiti uma ordem de alerta para a Guarda Nacional. Temos soldados em treinamento e prontos para serem enviados se necessário. Essas tropas de Guarda Nacional são a nossa Guarda Nacional, de Minnesota”, afirmou Walz.

O caso
O Departamento classificou que Renee cometeu um ato de “terrorismo doméstico”.
Presidente dos EUA, Donald Trump afirma que a o agente atirou contra ela em legítima defesa e que Renee teria agido de forma “desordenada, obstrutiva e resistente”.
Testemunhas que estavam no local constestam a versão do DHS e de Donald Trump.
O governador de Minessota disse em coletiva de imprensa nessa quarta-feira que há muito tempo alerta que “as operações perigosas e sensacionalistas do governo Trump são uma ameaça à segurança pública”.
“O que estamos vendo é o desejo de um governo de causar medo, manchetes e conflito. E hoje, essa imprudência custou a vida de uma pessoa. […] Eles querem um show, mas não vamos dar isso a eles”, acrescentou.
O prefeito de Mineápolis, Jacob Frey, também se manifestou sobre o caso na quarta. Ele afirmou que a narrativa de legítima defesa do agente é “mentira” e mandou um recado ao governo Trump: “Saiam de Mineápolis“.
Protestos
O assassinato de Renee causou revolta na população norte-americana e provocou protestos em Mineápolis, onde centenas se concentraram em frente a um tribunal da cidade, e em Chicago, estado de Illinois.
Nos últimos meses, a cidade de Chicago também conviveu com outros casos de tiroteios envolvendo agentes federais durante operações migratórias. Entre eles, um caso fatal em Franklin Park e outro em Brighton Park.


