O cinema mundial amanheceu mais silencioso neste domingo, 28, com a morte de Brigitte Bardot, aos 91 anos. Ícone absoluto da cultura francesa e internacional, ela partiu deixando para trás não apenas filmes inesquecíveis, mas uma marca profunda na arte, nos costumes e na luta em defesa dos animais.
Bardot foi mais do que uma atriz. Foi um símbolo de liberdade em uma época de regras rígidas, uma mulher que rompeu padrões e transformou sua imagem em voz. Nos anos 1950 e 1960, seu rosto e seu olhar desafiaram convenções, redefinindo a sensualidade feminina no cinema e inspirando gerações dentro e fora das telas.

(foto: ERIC FEFERBERG/ AFP)
Quando decidiu abandonar a fama, no auge do estrelato, surpreendeu o mundo mais uma vez. Escolheu trocar os holofotes por uma causa — e nunca voltou atrás. Dedicou sua vida à proteção dos animais, enfrentando críticas, embates públicos e incompreensões, mas mantendo-se fiel às próprias convicções até o fim.
Amada, contestada, intensa e verdadeira, Brigitte Bardot viveu como quis. Sua trajetória foi feita de luz, coragem e contradições, como toda vida que se recusa a ser comum. Sua morte encerra um capítulo histórico do cinema, mas sua imagem — livre, forte e indomável — seguirá viva na memória coletiva.
Hoje, o mundo se despede de uma estrela. Mas as estrelas, como Bardot, nunca se apagam por completo.

