Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro publicou, nesta quarta-feira (25), um texto nas redes sociais relatando o acompanhamento da internação do pai para a oitava cirurgia decorrente das complicações do atentado sofrido em 2018. Na publicação, ele afirma que o procedimento médico ocorre sob um esquema de segurança que considera excessivo e constrangedor.
Segundo o relato, o número de policiais mobilizados para acompanhar a cirurgia e a movimentação no hospital teria ultrapassado “qualquer limite razoável”, criando, de acordo com ele, um ambiente “intimidatório e proposital”. O filho do ex-presidente também afirmou que houve restrições rígidas durante o acompanhamento, incluindo a proibição do uso de relógio de pulso.
Ainda conforme o texto, a equipe médica segue monitorando o quadro pós-operatório de Jair Bolsonaro, avaliando inclusive a possibilidade de um novo procedimento em razão de soluços persistentes apresentados pelo ex-presidente após a cirurgia.
Na publicação, o filho relembra que o atentado contra Bolsonaro foi praticado por um homem que, segundo ele, teria sido filiado a um partido aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O autor do texto destaca ainda a resistência física do pai, que, aos 70 anos, passou por diversas cirurgias desde o ataque, questionando como ele consegue suportar procedimentos frequentes ao longo dos últimos anos.
O desabafo ganha tom mais emotivo ao mencionar o Natal, ressaltando a data como um momento tradicionalmente dedicado à família e aos valores cristãos. O filho do ex-presidente afirma que há uma “perseguição persistente” direcionada a Jair Bolsonaro e diz ser impossível não se indignar com a situação.
Ao final da mensagem, ele afirma que a família segue acompanhando o ex-presidente em mais um momento delicado de sua vida e envia uma saudação aos apoiadores.


