A aprovação de um auxílio mensal de R$ 2 mil para integrantes do Coral Vozes do Legislativo, na Assembleia Legislativa de Rondônia, tem gerado questionamentos e críticas quanto à aplicação do dinheiro público. A medida foi autorizada pelo presidente da Casa, Alex Redano.
O benefício será pago a servidores que participarem do coral e cumprirem frequência mínima nas atividades. No entanto, um dos pontos que mais chama atenção é o fato de que o valor será concedido independentemente do salário já recebido pelo servidor, ou seja, até mesmo aqueles com remunerações elevadas dentro do Legislativo poderão acumular o auxílio.
A justificativa oficial aponta a valorização de atividades culturais e institucionais, destacando o papel do coral em eventos e ações representativas da Assembleia. Ainda assim, a decisão tem sido alvo de críticas, principalmente por ocorrer em um contexto em que a população enfrenta dificuldades em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.
Outro fator que amplia o debate é a liberação de servidores durante o horário de expediente para participação nos ensaios e apresentações, o que pode impactar diretamente o funcionamento interno da Casa e reforça a percepção de benefícios exclusivos dentro do serviço público.
Para críticos, o problema vai além do valor financeiro. A medida levanta um questionamento mais amplo sobre prioridades: enquanto grande parte da população cobra melhorias básicas, a destinação de recursos para gratificações internas pode ser interpretada como um distanciamento da realidade enfrentada pelos cidadãos.



