Circula nas redes sociais a informação de que a Terra passará por um “apagão global” na próxima terça-feira (17/2). O fenômeno é, na realidade, o primeiro eclipse solar anular de 2026. Apesar do nome que o tornou popular, o evento astronômico natural não representa perigos para a população.
Também chamado de “anel de fogo”, ele ocorre quando a Lua passa em frente ao Sol, criando um dos efeitos visuais mais chamativos da astronomia. É justamente no momento da travessia que o satélite natural leva a um momento de escuridão.
Apagão global tem riscos?
O nome que circula na internet é mais alarmante do que o evento em si por três motivos:
- O fenômeno não tem impacto algum no fornecimento de energia elétrica ou nos sistemas de comunicação;
- É um evento natural que não representa perigo para nós;
- Ele só poderá ser observado em regiões afastadas da Antártida, da África e da América do Sul.
Para os brasileiros que têm esperanças de ver o eclipse, as perspectivas não são boas. Segundo o Observatório Nacional, instituto vinculado ao Ministério da Ciência, o fenômeno não será visível do Brasil.
O que é o anel de fogo?
Quando a Lua fica alinhada entre o Sol e a Terra, mas em um ponto mais distante de sua órbita em relação ao nosso planeta, ocorre um eclipse solar anular. A posição causa um efeito que bloqueia totalmente ou parcialmente a luz solar, criando um “anel de fogo” ao redor da silhueta do satélite natural.
Ele será o primeiro eclipse solar do ano. Um novo evento como esse só ocorrerá novamente em 2027, com possibilidade de observação do Brasil. A estimativa dos especialistas é que o próximo anel de fogo ocorra em 6 de fevereiro de 2027.



