Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, morreu em 5 de abril de 1994, aos 27 anos, e deixou uma legião de fãs. À época, o Gabinete do Médico Legista do Condado de King concluiu que a morte se tratava de suicídio por ferimento com espingarda. Mais de 30 anos depois, essa versão é contestada.
Um artigo publicado pelo Internacional Jornal of Forensic Science, em novembro de 2025, sugere que as evidências foram interpretadas de forma equivocada. O estudo, conduzido por sete cientistas, afirma que o astro pode ter sido assassinado.
“O corpo foi removido do local do homicídio e a cena foi encenada para parecer um suicídio”, diz o artigo.
Segundo a investigação original, Cobain teria injetado em si ua quantidade de heroína dez vezes superior à que até mesmo um usuário pesado normalmente consumiria. O novo estudo apresenta argumentos médicos e circunstanciais para questionar essa narrativa.
Um dos principais pontos levantados pelos pesquisadores é a organização dos objetos usados para o consumo da droga. Seringas com tampa, cotonetes e pedaços de heroína estavam guardados e organizados após a morte, algo considerado incompatível com um quadro de overdose seguido de disparo de arma de fogo.
A análise também questiona as evidências do laudo médico: “A necrose do cérebro e do fígado ocorre em uma overdose. Não ocorre em uma morte por espingarda”. Outro aspecto destacado é o ângulo do disparo. De acordo com o artigo, a posição incomum da arma deveria ter levantado suspeitas ainda nas investigações iniciais.
Como tese central, os autores defendem que a cena de suicídio foi encenada para ocultar um homicídio: “Em casos em que há falta de experiência dos investigadores na detecção de suicídios encenados (por exemplo, manchas de sangue incompatíveis com um suicídio, evidências de manipulação da cena etc.), o processo investigativo pode resultar em um erro judicial, o que ocorreu na investigação da morte de Kurt Cobain”.
Segundo o Daily Mail, o Instituto Médico Legal declarou que o caso não será reaberto.



