O desaparecimento da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, ocorrido em dezembro do ano passado em Caldas Novas (GO), teve um desfecho trágico após a Polícia Civil esclarecer as circunstâncias do crime. O síndico do prédio onde a vítima morava, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, assumiu a autoria do assassinato durante interrogatório.

Conforme apurado pelos investigadores, Cléber indicou aos policiais o local exato onde havia ocultado o corpo da corretora, em uma área de mata afastada. No ponto indicado, a equipe encontrou os restos mortais em avançado estado de decomposição.
A prisão do síndico ocorreu na madrugada desta quarta-feira (28/1). Além dele, o filho, Maykon Douglas de Oliveira, também foi detido, suspeito de ter colaborado de alguma forma com o crime. Um porteiro do condomínio foi levado para depor e a polícia segue investigando a possível participação de outras pessoas, analisando o envolvimento individual de cada um.

Em depoimento, Cléber relatou que o crime aconteceu após um desentendimento com Daiane no estacionamento subterrâneo do edifício, no mesmo dia em que ela desapareceu. Segundo essa versão, após o homicídio, ele colocou o corpo na carroceria de uma caminhonete e deixou o condomínio.
Essa narrativa, porém, diverge das primeiras declarações dadas pelo suspeito, quando negou ter saído do prédio naquela noite. Imagens de câmeras de segurança, já periciadas, mostram o síndico deixando o local por volta das 20h, dirigindo o veículo mencionado por ele próprio.

Daiane foi vista pela última vez ao descer até o subsolo para verificar um problema elétrico em seu apartamento. Registros mostram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro, mas há uma falha de cerca de dois minutos nas gravações quando ela retorna ao estacionamento. Depois disso, não há imagens dela deixando o prédio.
Outro ponto levantado pela investigação é que a vítima tinha o hábito de gravar vídeos de seus trajetos e enviá-los a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo do prédio, nunca chegou a ser compartilhado.
A corretora saiu de casa vestindo roupas simples, deixou o apartamento aberto e não levou objetos pessoais. Apesar de ter uma viagem programada para Uberlândia (MG) no período do Natal, ela não embarcou e não fez mais contato com familiares.
Após semanas sem qualquer notícia, o caso passou a ser tratado oficialmente como homicídio. As prisões foram efetuadas depois de uma série de depoimentos, perícias e cruzamento de informações conduzidos por uma força-tarefa da Polícia Civil, que agora trabalha para concluir o inquérito.


